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O dia em que eu descobri que tinha Lúpus

Fiquei internada e com suspeita de lúpus durante uns trinta dias, mas confesso que pra mim não passava de uma suspeita, na minha cabeça eu tinha tamanha certeza que ia dar negativo, que não tinha como ser lúpus. Me enganei completamente, e na sexta-feira dia 26 de Fevereiro lá pelas duas horas da tarde cheguei na clínica para fazer hemodiálise e meu  médico me confirmou que era lúpus mesmo.

Foi o dia em que meu mundo parou, minha terra caiu e me permitir por apenas um dia a negatividade, a melancolia e a tristeza. Por um dia apenas me deixar levar pelos sentimentos ruins que me dominaram naquele momento, eu quis chorar, e chorei um pouco. Não tenho como explicar, mas estava devastada por dentro,por um  minuto minha esperança morreu, minha garganta fechou, meu coração parou e meu estômago congelou. Esse foi o pior dia da minha vida.

Por sorte tenho amigos incríveis, tenho um marido maravilhoso e uma família cheia de amor. Todos, cada um a seu modo, se prontificaram e começaram seus discursos de positividade, de esperança e de amor, e de "graças a Deus a medicina está tão avançada", eu ria. No início não quis escutar aquelas palavras, mas percebi também que não podia ficar na escuridão e me lançar numa onda depressiva por conta de uma simples doença que tem tratamento.

Resolvi ceder as belas palavras de incentivo dos meus amigos, olhar pelo lado positivo, ver que estava tudo bem, tinha um problema e uma solução, tinha um meio de escapar daquilo tudo com a mente ilesa, com o coração firme e forte. Escutei meu marido de que tudo ia ficar bem, que íamos dar um jeito pra tudo se encaixar. O melhor de tudo foi a minha mãe, ela disse: "Não se trate como doente, trate a doença em si.", marcou, fixou, jamais me esquecerei disso.

Foi assim o meu dia, começou difícil, mas terminou tudo bem.

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