anne.

Intervalo de homens

Se nós mulheres nos entregássemos apenas uma vez na vida para apenas um homem o mundo estaria perdido, mas certamente precisamos de tempo entre uma separação e um novo amor. Uma superação, e acho que estou lidando com a minha nesse momento. 

Eu fui a um barzinho com a Samara e o Judson, três pessoas lindas e solteiras em uma sexta feira a noite, em um barzinho na Asa Sul, não era o mais badalado e nem de longe o mais frequentado, era vazio e composto em sua maioria por casais. Eu estava feliz com meu suco de laranja e minhas batatas fritas com cheddar, quando eles começaram a caçoar que eu havia escolhido um lugar péssimo e sem homens bonitos por perto. Eles estava certos, era exatamente aquilo, mas eu estava adorando apenas a companhia deles e não queria ir a outro lugar, não queria homens naquele momento. 

Domingo foi dia da família, uma ida ao cinema e um restaurante legal quando passamos por entre homens lindos e maravilhosos (como disse a minha mãe) eu não notei nada. Minha mãe disse q eram homens muito lindos dos olhos mais azuis que o céu, e eu não vi. Eu passei por entre eles e não vi beleza alguma, aliás eu nem reparei que estava passando entre homens. Eles passaram despercebidos por mim. 

Hoje eu recusei um convite ao Asiático (uma boate super divertida com gente bonita). Muitos homens solteiros, caipirinhas e caipiroskas de graça, música boa, ambiente confortável e eu simplesmente não estava com a menor vontade de ir, recusei o convite. E se tem uma coisa que uma mulher solteira não deve fazer em Brasília é recusar um convite para uma balada com drinks de graça e homens solteiros. 

Eu não percebi ainda o que estava acontecendo, mas eu vi que não estava mais a caça a homens, não estava mais a procura de homens, não estava mais nem percebendo suas ilustres presenças perto de mim. Eu não mudei, eu sei que não, mas algo no universo mudou, talvez eles tenham mudado, ou eu só estou em pausa enquanto tudo continua em movimento. Será que eu estava tão machucada a ponto de não me arriscar para a paixão novamente? Ou estou sendo cautelosa e indo devagar com as coisas? 

Isso não me incomoda, aliás eu me sinto muito bem sozinha, e quero continuar assim, não pra sempre, mas no momento o desejo é pra sempre. Não estou magoada, nem quebrada, e muito menos odiando os homens, mas certamente não estou pronta para entregar meu coração a qualquer outro. Não quero focar na minha carreira, não quero estudar mais, não quero ficar sozinha, o problema não sou eu, nenhum clichê se aplica a minha situação, não quero ninguém, quero aprender a viver apenas comigo mesma e ser feliz, porque afinal nascemos soizinhos e morremos sozinhos, esse meio termo que é a vida passam muitas pessoas e a única que está em todos os momentos contigo é você mesma. Quero desfrutar disso sem barreiras humanas. 

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