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Martha Medeiros?

Era uma aula chata e entediante de OAC e claramente eu não estava prestando atenção e nem entendendo nada, pelo contrário estava viajando e jogando "perguntados" com a Carol (um vício aquele jogo). Na hora da atividade o professor percebeu e veio ao nosso encontro e acabamos convencendo-o de auxiliar para responder as perguntas. Uma das categorias é Artes e a pergunta era sobre uma obra literária de Érico Veríssimo, a qual eu nunca havia lido. 

O assunto então foi voltado para obras literárias, depois para crônicas, oras eu não leio nenhuma crônica a não ser as de Martha Medeiros, eu que não ia ficar calada nesse assunto, danei me a tagarelar sobre a autora e logo fui interrompida pela voz do meu professos dizendo-me que ele tinha mais de dez livros da autora. Naquele momento aquele professor se tornou o meu mais querido, o meu mais favorito. 

Professor de Organização e arquitetura de computadores, formado em engenharia que gosta de ler clássicos da literatura brasileira e um amante da queria Martha Medeiros? Eu precisava admirar aquilo, precisava me espantar com aquele comentariosinho sem intenção. Ele tinha mais livros que eu, impressionante (talvez não).

Ele começou a descrever o sentimento que tinha pela autora, sobre a crônica ser curta e passageira, cativante e inocente. É tudo isso sim e muito mais. Quem me conhece sabe o amor que tenho por essa autora, desde meus 16 anos de idade que eu leio crônicas dela, e nesses quatro anos eu nutri um amor, um carinho, um sentimento tão indescritível por essa autora. Realmente eu não consigo explicar, só leia. Como diz o poema da Clarice Pacheco "Experimente! Assim sem compromisso, você vai me entender". 

Agradeço eu a Martha Medeiros, ou melhor  agradeço a mãe da Martha, pois sem ela nada de Martha nada de crônicas. E agradeço eu ao meu professor favorito (desculpe-me os outros) pela indicação de outros livros e outros autores já sei que eu vou gostar. 

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